
RESUMO:
Este artigo trata do tema plataformização da educação propondo uma análise crítica sobre suas consequências aos processos formativos contemporâneos. Parte-se do pressuposto de que a lógica das plataformas produz a docilização e a submissão dos corpos, ou seja, corpos economicamente produtivos, porém, politicamente submissos, nos termos postulados por Foucault (2008). A partir da revisão crítica da literatura, buscou-se mapear produções acadêmicas recentes (dos últimos 5 anos), bem como documentos institucionais relevantes (dos últimos 15 anos) que discutem como a lógica das plataformas digitais reorganiza o trabalho docente, a gestão escolar e a subjetivação dos sujeitos. Para tanto, a pesquisa foi delineada como documental, bibliográfica, qualitativa e analítica. Contemplaram-se relatórios de instituições relevantes: Comitê Gestor da Internet no Brasil, Grupo Escola Pública e Democracia, UNESCO e o World Bank Group publicados nos últimos 15 anos. Complementarmente, estudos elaborados por órgãos sindicais, como pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também compuseram a amostra. Verificou-se que a plataformização da educação atua como dispositivo de normatização das condutas promovendo a vigilância algorítmica, a padronização pedagógica, a precarização e desprofissionalização docente. Nesse contexto, chegou-se à conclusão de que a crítica e a contraconduta são caminhos possíveis de resistência.
LINK PARA DOWNLOAD: https://doi.org/10.5585/2026.29306
Biografia do Autor:
Welton Rodrigues de Souza, Universidade do Oeste Paulista, Brasil
Doutorando em Educação pelo PPG da Universidade do Oeste Paulista – Unoeste (2024), bolsista CAPES, membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Currículo e Tecnologias PPGE/Unoeste/CNPq, membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Graduado em Educação Física pela Associação de Ensino de Mato Grosso do Sul, bacharel em Serviço Social pela Anhanguera, graduado em Pedagogia pela Universidade de Araras, graduado em Letras e Artes Visuais pelo Centro Universitário Internacional. Membro da diretoria executiva da ATGLT (Associação Três-lagoense de Gays, Lésbicas e Travestis) no qual compõe o Conselho Estadual de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CELGBT). Atua como Professor de Educação Física na educação básica, efetivo na Prefeitura Municipal de Três Lagoas e Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul. Foi Educador Físico na Saúde, lotado no CAPS como Terapeuta de Referência de 2019 a 2023. No Ensino Superior é Professor e Orientador Educacional nos cursos de Licenciatura do Centro Universitário Internacional (Uninter) no qual coordena a Liga Acadêmica de Atividade Física e Saúde. Pesquisa na área de Currículo, Formação de Professores e Métodos de Ensino. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9779-7022