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É DEVAGAR, DEVAGARINHO E COM CARINHO

Por: Petrônio Filho

‘Temos que recuperar o que os alunos perderam com a pandemia!”. 

Este é o grito de educadores, pais, dirigentes e da imprensa. Mas o que é “recuperar”? Ao que parece, neste país, recuperar é “passar de ano” o mais rápido possível para “não perder tempo”! Seria isso o correto? Afinal o que é realmente “recuperar”? Acredito que recuperar é uma espécie de reinício, ou seja, resgatar aquilo que se perdeu. O resgate se torna eficiente se ele acontecer de forma harmoniosa, buscando o reaprender, sem pressa. 

Não adianta termos uma grande leva de estudantes em determinada série sem que eles tenham conhecimentos suficientes para estarem lá. Esse acúmulo de deficiências que os estudantes adquirem a cada ano escolar contribui muito para a sua futura deficiência profissional e na sua formação geral. Este país necessita de pessoas capacitadas para desempenharem o seu papel social de forma eficiente para que consigamos evoluir na direção de uma sociedade desenvolvida em todos os sentidos. 

Para uma recuperação eficiente torna-se necessário um bom treinamento dos educadores, principalmente na parte didático-pedagógica. É necessário que os mestres tenham a convicção de que devem fazer o máximo possível para recuperar os conhecimentos que seus alunos devem ter para que possam continuar com seus estudos de forma harmoniosa. Aqui entra toda uma estrutura de preparo por parte das secretarias de educação dos estados e dos municípios, capitaneados pelo Ministério da Educação. 

Infelizmente o MEC lava as mãos ao não tomar atitudes em conjunto com as secretarias de educação no sentido de promover formas de recuperação dos estudantes. O ministro da educação, Milton Ribeiro, que só se preocupa com questões ideológicas, deve isso para os brasileiros. O que não se pode esquecer é aquela regra: “A pressa é inimiga da perfeição!”. 

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