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CEI Olga Salati Marcondes realiza Semana da Criança com muito aprendizado, diversão e contato com a natureza

CEI Olga Salati Marcondes realiza Semana da Criança com muito aprendizado, diversão e contato com a natureza 1

O dia das crianças está chegando e para comemorar essa data especial, o CEI Olga Salati Marcondes está promovendo a Semana da Criança, entre os dias 27 de setembro a 08 de outubro. Com diversas atividades e brincadeiras educativas, o CEI preparou seis estações com temáticas diferentes, desenvolvidas com base em um livro da professora Olga Salati Marcondes, para proporcionar uma educação de qualidade em contato com a natureza.

A ideia veio da professora de educação infantil, Lidiane Barrios da Silva, que através da abordagem educacional Reggio Emilia, idealizada pelo pedagogo italiano Loris Malaguzzi, buscou promover atividades em que as crianças pudessem ser protagonistas na construção do conhecimento, onde os temas partem delas mesmas.  

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A professora explica que prefere realizar atividades em contato com a natureza. “Loris Malaguzzi começou a observar que as crianças aprendiam muito mais fora da sala de aula, vivenciando, pesquisando, investigando, e é essa abordagem que eu estou usando. Eles gostam de estar em contato da natureza e esse é um dos ganchos que comecei a pesquisar mais, porque eles aprendem muito mais”.

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Lidiane entrou em contato com a Olga Maria, filha da professora Olga Salati Marcondes, para saber mais a fundo a história da educadora que deu nome ao CEI. “Olga Maria nos deu o livro original de 1990, escrito pela sua mãe, chamado ‘História do Tatuzinho’, e nós começamos a estudar o livro para repassar para as crianças. A partir daí, criamos vivencias e experiências para contextualizar e fazer toda essa investigação com os alunos”, conta.

Com o livro de Olga, foi possível trabalhar diversos temas envolvendo os animais e a natureza na Semana da Criança, divididos em estações chamadas de Ateliês em Movimentos. Cada professor montou uma estação e trabalharam em equipe para proporcionar momentos de aprendizado e diversão para os alunos.

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A Professora Coordenadora do CEI, Annete Lopes Sejopoles Modesto, explicou que todos os educadores pesquisaram sobe a vida de Olga e que futuramente pretendem fazer um projeto sobre a educadora. “Acabamos descobrindo que ela foi uma grande artista, ela era envolvida com as artes, com as crianças, com a infância e isso foi um presente pra nós”. 

Entre as atividades realizadas durante a Semana da Criança, os alunos já aprenderam sobre as espécies de tatus, sobre as abelhas, confeccionaram instrumentos com semente de jacarandá, além de outras atividades com o objetivo de ensinar a preservar a natureza. “A criança sai de uma pandemia onde ficou dentro de casa, fechada, e de repente chega aqui e se depara com a situação de ter que ficar dentro de uma sala de aula o tempo todo. Eu acho isso terrível para eles, por isso eu quero que eles levem para a escola outra experiência do CEI, que sejam aprendizagens significativas, aonde eles irão levar para o resto da vida”, ressalta Lidiane. 

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Para Annete, “na educação infantil é importante trabalhar não só o imaginário, porque tem muitas coisas por trás disso: a formação emocional, a formação psíquica, a memória. Antônio Candido defendia essa formação através da literatura. A literatura é um espaço libertário, então nós, do CEI Olga Salati, sempre partimos de um livro de literatura infantil de qualidade, para poder desenvolver um projeto”.

Lidiane finaliza dizendo que toda a experiência está sendo maravilhosa. “Eu estudei bastante durante a pandemia para entender mais sobre a criança que estou recebendo, e muitas delas vieram com alguns traumas da pandemia, estavam ansiosas e é uma forma deles diminuírem essa ansiedade. Para mim também é uma terapia trabalhar esse projeto com eles. Às vezes chego no finalzinho da tarde, cansada, mas com a certeza do dever cumprido”.

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O SINTED parabeniza a equipe do CEI Olga Salati pela dedicação e carinho com as nossas crianças, proporcionando uma educação de qualidade e transformadora.  

“Educação infantil é amor e dedicação. É respeitar o tempo de cada aluno para garantir sua inserção no mundo do saber.” – Heloísa Paiva.

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Por justiça, direitos humanos e pela educação pública: Todos às ruas no dia 02 de outubro!

Por justiça, direitos humanos e pela educação pública: Todos às ruas no dia 02 de outubro! 18

O eixo três do documento-referência da Conferência Nacional Popular de Educação deixa claro pelo o que se luta: “Educação, direitos humanos e diversidade: justiça social e inclusão”. Seus dois primeiros parágrafos dialogam com a necessidade imperiosa, e cada vez mais urgente, da prática da justiça social em nosso país. E justamente por isso, convergem também com as mobilizações pelo Fora Bolsonaro que, no próximo dia 02 de outubro, tomarão as ruas de todo o Brasil.

Em seu primeiro parágrafo, o eixo 3 desse documento traça o diagnóstico: “O Brasil é um país de dimensões continentais, e essa extensão territorial se traduz em uma ampla, rica e diversa cultura, em uma composição étnica e racial também diversa, além da riqueza da fauna e da flora. Contudo, se o País é abundante em riquezas naturais e culturais, ele traz como uma das características mais marcantes as desigualdades étnico-racial, econômica, social e de gênero”.

Já no segundo parágrafo, diante do quadro descrito no anterior, o documento exorta a luta de todos/as pela democracia: “A constituição da sociedade brasileira é marcada por suas características pluriétnicas, pluriculturais e multirraciais, que demarcam a nossa grande riqueza, mas também as enormes desigualdades, que tem como consequência diferentes formas de violência contra grande parte da população, dentre elas a dizimação dos povos indígenas, morte e encarceramento da juventude negra e periférica, a violência contra as mulheres, sobretudo as negras, violência e morte das pessoas LGBTQIA+, trabalho infantil, dentre outras. Essas características por si só reafirmam que toda e qualquer política, principalmente a educacional deve ser marcada pela democracia, igualdade de direitos, reconhecimento à diversidade e pela justiça social”.

>> Mais de 170 cidades já confirmaram atos neste sábado (2)

É de fundamental importância ocuparmos as ruas e as redes sociais no próximo dia 02 de outubro pelo Fora Bolsonaro. O nosso Brasil está sendo destruído diariamente desde o golpe de 2016. Queimadas provocadas pela ação humana estão acabando com o nosso patrimônio natural, os constantes ataques à nossa cultura e educação acompanhados diuturnamente, as mudanças na Constituição Federal que retiram direitos da população, que termina por aumentar o número de pessoas que vivem em situação de miséria absoluta, além do aumento do desemprego e da pobreza de nosso povo, são medidas graves contra todo o país e precisam, mais do que nunca, ser combatidas. Este governo criminoso não atuou para controlar a pandemia e quer entregar as empresas estatais e os serviços públicos para a inciativa privada. Seus membros e agentes não têm vergonha de dizer que são contra a ampliação das matrículas das pessoas nas escolas e de que a Universidade deve ser para poucos, além de atacar as pessoas com deficiência.

Não podemos deixar passar impunemente os ataques frequentes aos professores, aos povos indígenas, à juventude negra, às mulheres e às pessoas LGBTQIA+. Para a população em geral, ninguém tolera mais os aumentos abusivos dos combustíveis, do gás de cozinha e da gasolina. A inflação descontrolada, o trabalho precário e a exploração do trabalho infantil, além da alta dos preços dos alimentos ajudam a compor esse quadro desolador. “Tá tudo caro, a culpa é do Bolsonaro”. Vamos às ruas sim, derrubar este governo que mata o nosso povo todos os dias. Basta!

O documento da Conape, ainda em seu eixo 3, já indica o nosso papel em todo esse cenário a que fomos submetidos: “A presença ativa e o avanço da consciência dos direitos nos coletivos sociais diversos, tratados como desiguais, é o que tem possibilitado alguns avanços na sociedade brasileira, e articulados em movimentos sociais eles têm desenvolvido ações nos sindicatos, movimentos de luta pelos direitos humanos e pela diversidade”. São nos espaços coletivos da Frente Brasil Popular, da Frente Povo sem Medo e da Plenária Fora Bolsonaro que nos fortalecemos para enfrentarmos as diversidades atuais.

Com as etapas municipais da Conape já ocorrendo em todo o país, o documento deixa claro a importância, ainda em seu eixo 3, da luta contra as injustiças sociais: “É preciso reafirmar o papel da sociedade e da justiça civil numa perspectiva inclusiva como fundamentais para a resolução da tensão entre diversidade e desigualdade. A justiça social nos leva a compreender que a pobreza, a miséria, o racismo, o sexismo, a LGBTQIA+fobia, e todo e qualquer tipo de discriminação, preconceito, violência e intolerância devem ser entendidos como injustiças sociais que devem ser enfrentadas no campo da justiça”.

Por justiça, pelos direitos humanos e pela educação pública, vamos soltar a nossa voz de forma unificada pelo Fora Bolsonaro no próximo dia 02 de outubro! É de fundamental importância ocuparmos as ruas e as redes sociais nesse dia. Juntem-se a nós porque juntos somos mesmo mais fortes! E só assim poderemos derrotar esse governo e apear do poder quem nos ataca diuturnamente!

(Brasil de Fato, Heleno Araújo, 29/09/2021)

Direitos dos idosos: descubra quais são!

Direitos dos idosos: descubra quais são! 19

Fonte: Comunicare Aparelhos Auditivos – 22/06/2020  

Uma das maiores conquistas dos idosos no Brasil, foi a promulgação da Lei 10.741 de 1 de outubro de 2003, identificada como Estatuto do Idoso. Esse dispositivo trata dos principais direitos dos idosos, dos deveres da sociedade, da família e do Poder Público. No entanto, muitas pessoas desconhecem diversos benefícios que poderiam desfrutar ao atingirem 60 anos.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para apresentar os principais direitos proporcionados pelo Estatuto do Idoso, a legislação que trata da saúde e os termos estabelecidos quanto aos direitos humanos para assegurar a integridade e ao auxílio às pessoas idosas.

Atendimento preferencial

O Estatuto do Idoso garantiu às pessoas idosas o atendimento preferencial e individualizado junto aos órgãos públicos e privado que prestam serviços à população. Trata-se de um direito assegurado também pela Lei 10.048/2000 e Decreto 5.296/2004, que a regulamenta. Essa legislação assegura às pessoas idosas que elas sejam atendidas com prioridade em estabelecimentos como hospitais, clínicas, cinemas, teatros, supermercados, entre outros.

Em serviços de emergência de saúde, a prioridade para o atendimento fica condicionada à avaliação médica, dependendo da gravidade do caso. O artigo 16 do estatuto assegura o direito a um acompanhante em tempo integral, que deverá obter condições adequadas para a sua permanência no local.

Medicamentos gratuitos

De acordo com o artigo 15º do Estatuto, cabe ao poder público proporcionar medicamentos gratuitos aos idosos, especialmente os de uso contínuo. Para ter acesso a esse direito, em rede própria ou farmácias privadas conveniadas ao programa “Farmácia Popular”, é preciso apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do seu prazo de validade.

Transporte público

A gratuidade do transporte é assegurada, no entanto, há especificidades quanto à extensão do benefício em legislações municipais. Dessa forma, a idade mínima para usufruir desse benefício pode variar entre 60 e 65 anos. Isso porque o Estatuto define a obrigatoriedade somente a partir dos 65 anos, deixando por conta das administrações municipais, sobre a inclusão ou não os maiores de 60 anos.

Isenção de pagamento de IPTU

A isenção de pagamento do IPTU é válida para pessoas com idade acima de 60 anos, que sejam aposentadas, proprietárias de apenas um imóvel e com renda de até dois salários-mínimos. Para solicitar o benefício é necessário procurar o atendimento na subprefeitura mais próxima da residência.

Pensão alimentícia

O dever de pagar alimentos não se limita aos pais. O Estatuto do Idoso determina a obrigatoriedade de o filho pagar pensão para o seu ascendente. De acordo com o artigo 12 da norma, os idosos que não apresentam condições de se sustentarem têm direito a receber pensão. Além disso, ele tem o direito de escolher qual filho deve arcar com essa despesa. O não pagamento da pensão pode levar o inadimplente à prisão.

Nos casos em que os filhos comprovem a falta de condições financeiras para o pagamento, o idoso com mais de 65 anos pode solicitar o benefício assistencial, no valor de um salário-mínimo mensal, conforme os critérios definidos na legislação.

Tramitação de processos na justiça

Os idosos também têm prioridade na tramitação de processos judiciais nos quais sejam partes interessadas. Para obter o benefício, é necessário fazer uma prova da idade e solicitar à autoridade judiciária competente. Em casos de morte, essa prioridade se estende ao cônjuge ou companheiro, maiores de 60 anos.

Mas é preciso ficar atento, pois atualmente há dois tipos de prioridades: para os que têm mais de 60 e para os maiores de 80 anos. De acordo com a regra que entrou em vigor em 2017, os processos relacionados ao idoso com mais de 80 anos devem ser analisados prioritariamente pela justiça.

02 DE OUTUBRO: QUEM SABE FAZ A HORA

02 DE OUTUBRO: QUEM SABE FAZ A HORA 20

Petrônio Filho, 01/10/21

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”

A frase de Geraldo Vandré, que embalou os movimentos dos anos 70 e 80 pela democracia e justiça social, está “na moda”. Ela foi esquecida por uns tempos porque o país estava caminhando em direção àquelas duas reivindicações. Mas, hoje, mediante um governo que abandona aquelas metas e querem nos impor medidas injustas e nos ameaça com golpes antidemocráticos, torna-se necessário levantarmos novamente as nossas bandeiras.

Amanhã, 02 de outubro, poderá ser o início de um grande levante contra a antidemocracia, contra o desmonte dos serviços públicos e contra as teorias negacionistas. Não podemos permitir que o nosso país sofra tantos retrocessos, a ponto de retornarmos aos índices sociais dos anos 70/60, quando apresentávamos números semelhantes aos da África Negra. Não podemos permitir que nós, funcionários públicos, paguemos a fatura dos desvios que realizaram e realizam nos diversos governos por que passamos. Não podemos deixar que a população mais pobre fique a míngua, sem os serviços governamentais de que necessitam, por meio das privatizações.

Paulo Guedes, o atual ministro da economia, foi o mentor das políticas econômicas no Chile de Pinochet. Antes, elogiado por colocar aquele país como o mais evoluído economicamente da América do Sul, hoje é defenestrado pelo motivo de ter deixado uma grande massa de desvalidos sociais. A sua política provocou a fome de milhões de aposentados, acabou com o serviço público de saúde, privatizou as empresas governamentais e deixou o povo chileno à míngua. O resultado disso tudo foram as manifestações do ano passado com milhares de pessoas nas ruas pedindo o fim daquela política perversa, por meio de uma nova Constituição, o que conseguiram elegendo líderes populares.

O Chile nos dá o rumo a ser tomado. Não podemos ficar inertes mediante ao desmonte estatal que está sendo implementado por Guedes e Bolsonaro. Não podemos deixar que se instale aqui aquele Chile antissocial e antidemocrático. Não podemos continuar a ser aquela “Belíndia”, onde a economia tem o padrão de vida da Bélgica e o povo um padrão da Índia. Temos que retornar às políticas públicas voltadas aos brasileiros mais humildes para dar-lhes condições de saírem da pobreza e da ignorância para que possam participar da nossa sociedade como verdadeiros cidadãos. Temos que abraçar as causas populares para que nos tornemos um país justo e igualitário.

Comissão especial da Câmara aprova desmonte dos serviços públicos

Comissão especial da Câmara aprova desmonte dos serviços públicos 21

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/21, conhecida como PEC da Reforma Administrativa, aprovou nesta quinta-feira (23), por 28 votos a 18, o novo relatório apresentado pelo deputado Arthur Maia (DEM-BA).

Desde o fim da reunião de quarta-feira (22), o governo trocou ao menos oito membros da comissão especial para conseguir aprovar a proposta. Isso porque, segundo a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a própria base estava dividida em relação aos textos apresentados por Arthur Maia.

“O texto que está sendo votado hoje retomou o artigo 37 A, que permite a terceirização no serviço público. É a alma privatista da proposta. Convocamos a todos e todas que lutam pelo futuro do Brasil para dizerem não a esse retrocesso”, pontuou.

>> Reforma Administrativa ameaça a democracia

Deputados de oposição denunciaram a troca de membros. O Partido Novo, por exemplo, assumiu 6 cadeiras, tendo apenas 7 deputados na composição da Casa. “A proporcionalidade foi rompida. Estão desesperados para privatizar os serviços públicos e lucrar com isso”, avaliou o deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE).

Mais cedo, às 8h, deputados da Bancada da Oposição na luta contra a Reforma Administrativa se reuniram para discutir os rumos da PEC 32. De acordo com o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA), é grave que o texto de Arthur Maia tenha sofrido alteração três vezes em menos de 12h.

O novo relatório retomou elementos graves que haviam sido retirados, como o artigo que permite terceirizar toda educação pública para empresas. Além disso, a previsão de redução de 25% do salário foi mantida, retomaram os super-poderes do Presidente da República, privilégios foram mantidos e possibilidades de contratações de temporários foram ampliadas.

Para a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), toda forma de manobra vale para o governo Bolsonaro. “Foram 10 votos de diferença, fruto de uma manobra da base do governo para obter maioria. Seguimos na luta para que essa proposta de destruição dos serviços públicos não tenha voto suficiente no plenário”, afirma.

>> Brasil não pode esperar outubro do ano que vem para tirar Bolsonaro do poder

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) segue mobilizada para derrubar integralmente a PEC 32 que, agora, segue para Plenário.

>> COMO VOTARAM OS/AS DEPUTADOS/AS 

Parecer da Reforma Administrativa (PEC 32/2020) na Comissão Especial – 23/09/2021

Votaram sim (28)
Carlos Jordy (PSL-RJ)
Coronel Tadeu (PSL-SP)
Luiz Lima (PSL-RJ)
Arthur O. Maia (DEM-BA)
Kim Kataguiri (DEM-SP)
Marcel van Hattem (NOVO-RS)
Alceu Moreira (MDB-RS)
Mauro Lopes (MDB-MG)
Bosco Costa (PL-SE)
Giovani Cherini (PL-RS)
Paulo Ganime (NOVO-RJ)
Fernando Monteiro (PP-PE)
Ricardo Barros (PP-PR)
Darci de Matos (PSD-SC)
Misael Varella (PSD-MG)
Stephanes Junior (PSD-PR)
Aroldo Martins (REP-PR)
Henrique Paraíso (REP-SP)
Roberto Alves (REPUBLICANOS-SP)
Lucas Gonzalez (NOVO-MG)
Samuel Moreira (PSDB-SP)
EuclydesPettersen (PSC-MG)
Marcelo Moraes (PTB-RS)
Alex Manente (CIDADANIA-SP)
Gastão Vieira (PROS-MA)
Tiago Mitraud (NOVO-MG)
Evair de Melo (PP-ES)
Sergio Souza (MDB-PR)

Votaram não (18)
Márcio Labre (PSL-RJ)
André Figueiredo (PDT-CE)
Wolney Queiroz (PDT-PE)
Sebastião Oliveira (AVANTE-PE)
Alcides Rodrigues (PATRIOTA-GO)
Alice Portugal (PCdoB-BA)
Léo Moraes (PODE-RO)
Israel Batista (PV-DF)
Paulo Pereira (SDD-SP)
Alencar S. Braga (PT-SP)
Leo de Brito (PT-AC)
Rogério Correia (PT-MG)
Rui Falcão (PT-SP)
Camilo Capiberibe (PSB-AP)
Gervásio Maia (PSB-PB)
Milton Coelho (PSB-PE)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Joenia Wapichana (REDE-RR)

CNTE

POR QUE TRÊS LAGOAS TEM O 4º MAIOR SALÁRIO DO ESTADO DE MS?

POR QUE TRÊS LAGOAS TEM O 4º MAIOR SALÁRIO DO ESTADO DE MS? 22

Na última sexta-feira (17/09), a FETEMS – Federação dos Trabalhadores em Educação de MS divulgou o ranking de salários do estado. O nosso município ficou em quarto lugar, após o município de Angélica, a Rede Estadual e Campo Grande. É fundamental salientar que essa colocação 4° lugar, é fruto de uma luta empreendida pelo SINTED, no ano de 2014, quando conseguimos junto à Prefeitura Municipal um PROJETO DE POLÍTICA SALARIAL para a implantação de um Piso Nacional de salários para 20 horas e não por 40, como previa a lei 11.738/2008.

Após intensos debates e lutas, conseguimos referendar o piso para 20 horas por meio da Lei Nº 2.869 de 16 de dezembro de 2014, alterada pela Lei 3.295 de 04 de julho de 2017 que ampliou o prazo para implantação do referido piso até o ano de 2022 com abertura de nova negociação para os anos subsequentes até a integralização de 100% do piso para uma jornada de 20 horas.

A lei 11.738/2008 do piso nacional trouxe também avanços com a fixação de 1/3 da hora-atividade, para uma jornada de 20 horas. Estas conquistas são decorrentes dos governos que dialogavam com os movimentos populares como os sindicatos. Ultimamente, as dificuldades aumentaram pelo motivo de hoje termos governantes que não reconhecem o valor do serviço público para a população e estigmatizam o funcionário público como alguém que “não gosta de trabalhar”. 

No que se refere ao piso nacional de professores insta esclarecer que esse ano não tivemos reajuste, devido a um posicionamento do presidente Bolsonaro que decretou na portaria interministerial n° 3 de 25/11/2020, o rebaixamento do custo aluno per capita do FUNDEB em 2020, o que gerou reajuste ZERO para todos os professores (as) brasileiros do Oiapoque ao Chuí.  Vale destacar, que se não fosse o rebaixamento nosso reajuste em 2021 teria sido de 5.9%. É a primeira vez desde a sanção da lei do piso em 2008, que os docentes brasileiros ficarão sem reajuste.

É imperioso ressaltar que, constantemente, temos sido atacados com projetos que visam colocar em extinção o piso salarial dos professores e a fórmula de reajuste estabelecida na lei. No dia 17/08, foi votado na Câmara dos Deputados o PL 3.776/2008, projeto do governo Bolsonaro que defendia o reajuste dos professores pelo INPC ao invés do custo aluno. Graças à articulação da bancada progressista derrubamos com 225 votos favoráveis e 222 a favor da proposta do governo. Ademais, os trabalhadores em educação do grupo magistério e administrativo se encontram com as carreiras congeladas e sem reajuste ou reposição inflacionária desde 28/05/2020 até 31/12/21.

Em todos os países, os avanços sociais se deram mediante governos mais próximos aos anseios da população, ao contrário dos conservadores, que sempre irão dar preferência aos compromissos que eles têm com as elites. Esta realidade é inconteste! Basta verificarmos a história das evoluções sociais que aconteceram no mundo. Assim, como educadores e servidores públicos, nos resta uma direção: elegermos quem nos apoia para que possamos continuar com as nossas conquistas.

É imprescindível que continuemos na luta e vigilantes para que a lei do piso seja mantida na integra, assim como nossos direitos históricos para a educação brasileira.

“Sendo professor, nunca te falte consciência de classe, nem compromisso social.” Paulo Freire.

E.E. JOÃO PONCE DE ARRUDA SE CLASSIFICA PARA A ETAPA ESTADUAL NA OLÍMPIADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

E.E. JOÃO PONCE DE ARRUDA SE CLASSIFICA PARA A ETAPA ESTADUAL NA OLÍMPIADA DE LÍNGUA PORTUGUESA 23

Criado em 2002 pelo Itaú Social e o Cenpec, com o objetivo de contribuir para a melhoria da leitura e escrita de estudantes de escolas públicas brasileiras, o Programa Escrevendo o Futuro transformou-se em política pública em 2008, por meio da parceria com o Ministério da Educação e a realização da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.  

A Escola Estadual João Ponce de Arruda está participando da edição de 2021, onde se classificou para a etapa Estadual, sendo a única do município a conquistar essa classificação. Essa conquista é fruto do trabalho da professora de Língua Portuguesa e Espanhol, Márcia Moreno, que desenvolveu um trabalho utilizando o gênero Crônica, junto com os alunos do 9º ano. Por ter sido on-line durante a pandemia, a professora relata ter sido um grande desafio. “Confesso que foi uma tentativa, não esperava que fosse ter o desenvolvimento que teve. É muito difícil fazer com que toda a turma se envolva [em projetos on-line], mas eu tive a colaboração de vários alunos que aderiram à ideia”.

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O concurso funciona da seguinte forma: o professor desenvolve o projeto com os alunos em um dos gêneros do concurso, que será avaliado por uma comissão montada pela própria escola (Etapa Escolar), onde selecionam os materiais produzidos. Os materiais selecionados vão para Etapa Municipal e, em seguida, para a etapa Estadual. A última fase é a nível federal, definindo o vencedor da Olímpiada. Atualmente o concurso se encontra na Etapa Estadual.

Nos edições anteriores, as comissões avaliavam os trabalhos dos alunos para a premiação, porém, com a pandemia e buscando inovação, este ano estão sendo avaliados os trabalhos dos professores, por meio de um relato de experiência sobre o desenvolvimento do projeto com os alunos.

Para escrever seu relato, a professora Márcia conta que escolheu os textos de duas alunas. “Um texto em especifico que me chamou bastante a atenção, foi de uma aluna que, logo na primeira leitura, eu já fiquei encantada. Eu perguntei sobre o processo de escrita e ela me explicou que o pai dela havia ajudado, e isso eu enfatizo no meu relato de experiência, a diferença que faz quando um parente está envolvido e a importância da participação da família”.

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Para a professora, a maior importância do concurso é o desenvolvimento da escrita.  “Eu fiz a leitura dos textos dos alunos e verificava com eles alguns pontos que tinham que ser melhorados. Dei algumas ideias e eles reescreviam e me mandavam de volta. Essa troca, que é o processo de reescrita, é muito importante para o aluno perceber onde errou e no que pode melhorar”.

O projeto teve o apoio da Coordenadora de Área, Sueli Andrade, e da Coordenadora Pedagógica, Vânia dos Reis Rodrigues Thomé. Para Sueli, “além de participar e motivar os alunos, o projeto é importante para desenvolver a questão da leitura, interpretação e escrita”.

E.E. JOÃO PONCE DE ARRUDA SE CLASSIFICA PARA A ETAPA ESTADUAL NA OLÍMPIADA DE LÍNGUA PORTUGUESA 26

O SINTED parabeniza toda a equipe João Ponce pelo projeto maravilhoso e deseja boa sorte para as próximas etapas.  

EE FERNANDO CORRÊA PROMOVE A CAMPANHA SETEMBRO AMARELO – TODOS PELA VIDA!

EE FERNANDO CORRÊA PROMOVE A CAMPANHA SETEMBRO AMARELO - TODOS PELA VIDA! 27

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina organizam o Setembro Amarelo e é no dia 10, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Desde o início do mês, na EE Fernando Corrêa várias ações simultâneas estão sendo promovidas e envolvendo todos os segmentos da comunidade escolar.

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A profª Sandra Damasceno desenvolve o Projeto Gentileza com todos os estudantes do ensino médio durante todo o ano letivo, e nesse mês desenvolveu ações juntamente com os demais professores, de forma interdisciplinar sobre o tema Setembro Amarelo. Os estudantes produziram cartões com mensagens de apoio e solidariedade, sendo que estes foram distribuídos nas salas de aula.

EE FERNANDO CORRÊA PROMOVE A CAMPANHA SETEMBRO AMARELO - TODOS PELA VIDA! 29

Todos os segmentos da comunidade escolar vestiram a camisa literalmente do tema Setembro Amarelo em um dia da semana, para enfatizar o sentimento de solidariedade com o próximo, para que os estudantes mais fragilizados se sintam acolhidos e saibam que não estão sozinhos.

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Além das ações do projeto Gentileza, todo o ambiente escolar reporta às ações da campanha. A profª Rosemary Hipólito confeccionou painéis para alegrar alguns pontos da escola e a profª Glauciane Pereira colocou em murais as produções dos estudantes sobre autocuidado e frases de motivação, bem como os professores do Projeto de Vida têm dialogado sobre as dores da alma e as questões socioemocionais.

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Para a diretora adjunta Selma França, as ações da campanha Setembro Amarelo é de suma importância: “Na verdade, as ações de acolhimento aos estudantes vêm sendo feitas desde o retorno às aulas presenciais, uma vez que nos deparamos com casos de alunas com crises de ansiedade e pânico, porque o isolamento social durante a pandemia vem deixando suas sequelas, daí a importância de toda a mobilização da campanha.”

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A EE Fernando Corrêa hoje possui quase 1.300 estudantes matriculados e a grande maioria está frequentando a escola presencialmente, de forma escalonada e híbrida, sendo que apenas 16% do alunado permanece no ensino remoto. Considerando-se a boa organização da escola e os esforços coletivos para manter as medidas de biossegurança, todos os segmentos da comunidade escolar promovem esforços voltados ao autocuidado, bem-estar coletivo e à corresponsabilização de um ambiente propício à boa convivência e à aprendizagem.

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Membros são empossados no Primeiro Conselho Municipal da Diversidade Sexual LGBT em Três Lagoas

Na tarde de ontem, terça-feira (31), parte dos membros do Conselho Municipal da Diversidade Sexual LGBT estiveram no gabinete da Prefeitura ao lado do vice-prefeito Paulo Salomão e a Diretora do Departamento de Políticas Públicas e Relações Institucionais e Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Rosires Magalhães, para serem empossados. Este é o primeiro Conselho não só do Município, mas do Estado de Mato Grosso do Sul.

Paulo Salomão, representando o prefeito Angelo Guerreiro que não pode participar em virtude de compromissos da agenda, parabenizou a todos e lembrou sobre o momento ser histórico. “Parabéns a todos pela boa vontade em participar de um conselho que, além de histórico, é de extrema importância para a sociedade. O mandato passa rápido, mas o legado permanece, por isso, em nome de toda a Prefeitura, agradeço o compromisso e empenho de vocês”, disse.

Representando o Poder Público, o titular Edmilson Cardoso da Cruz agradeceu a oportunidade e, em sua fala, lembrou da história do Conselho que começou seu trabalho em 2009 no Primeiro Seminário colocando o assunto em pauta nacional.

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“Nós como comunidade LGBT+ agradecemos a todos, principalmente ao prefeito Angelo Guerreiro, que sempre nos apoiou em todos os espaços, desde a Assistência até aqui no Gabinete, mostrando que é um gestor que pensa na comunidade em geral. Esse momento é importante para que a nossa luta continue”, disse.

Estiveram presentes no encontro para posse Paula Martinelly Ribeiro Bruno como titular e representante ATGLT; Guilherme Barbosa Leles, titular da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC); Ariel de Jesus Silva, suplente representante da ADUFMS e SISTA e Eduardo Jeronymo Silva, Suplente representante de Escola de Samba Estação I.

Prefeitura Municipal de Três Lagoas

HÁ QUE SE POLITIZAR

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Por: Petrônio Filho – Dptº Imprensa e Divulgação

Acompanhando as postagens do nosso face e as curtidas e os comentários, notamos que o assunto que mais chamam atenção dos nossos filiados é a morte. Em segundo lugar ficam as postagens que mostram nossas pautas de luta. Compreendemos que os fatos pessoais normalmente nos chamam atenção e são sentimentais. Mas, é bom lembramos que o objetivo principal do nosso sindicato e, por adendo, deste face, é a luta pelos nossos direitos, a informação e a formação dos nossos filiados. Assim, é preciso que os (as) colegas leiam mais e comentem mais os temas informativos e formativos. Não é só a diretoria sindical que tem a obrigação de se informar e de empreender as lutas. Sozinhos, não somos nada. Precisamos de todos. 

Notamos também que muitos se posicionam mais de forma pessoal que ideológica nas eleições políticas. Isso nos trás grandes prejuízos porque dessa forma acabam escolhendo candidatos que não se afinam com os nossos objetivos enquanto profissionais da educação. Esses dois posicionamentos, o de cima e este, contribuem para dificultar as nossas lutas porque isso forma um hiato entre as nossas pretensões e as escolhas feitas. 

Toda essa situação demonstra a falta de uma politização melhor e de leitura da nossa realidade política. Há que se enxergar os posicionamentos dos candidatos ao longo de sua história política e/ou acompanhar as suas declarações durante as campanhas eleitorais. Há que se enxergar que o famoso “todos são iguais” é uma grande mentira e que existem diferentes partidos porque existem diferentes posições ideológicas. Há que se enxergar que é preciso diferenciar quem os apoia e quem nos ataca. Há que se enxergar que a corrupção deve ser combatida, mas que ela não é o nosso tema principal, mas sim a pobreza e as desigualdades que ainda se fazem presentes em nossa sociedade. 

Há que se politizar!